Amigos e colegas de Ubiratan de Couto Maurício estiveram no início da noite desta terça-feira (18), no salão nobre da JFPE para comemorar os 35 anos de serviços prestados e celebrar o juiz federal decano da Seção Judiciária de Pernambuco. A solenidade, promovida pela Direção do Foro, marcou o início da aposentadoria do magistrado, que recebeu o carinho e homenagens dos que puderam conhecer e aprender com o juiz federal titular da 9ª vara.
Além de apresentações musicais e depoimentos de admiração e reconhecimento por parte de colegas magistrados e servidores, o evento foi marcado pelo lançamento de uma edição especial da Revista Jurídica da JFPE. Composta por artigos produzidos por desembargadores do TRF5, juízes e juízas da Seção Judiciaria de Pernambuco, o livro traz 17 textos do campo do Direito Processual Civil, especialidade do magistrado. Na ocasião, o juiz federal da 12ª Vara e Diretor do Conselho Editorial da Revista Jurídica da JFPE, Frederico Koehler destacou que o lançamento da revista foi a forma encontrada para homenagear um amante dos livros. “Não sei o que poderia dizer para homenagear doutor Ubiratan. A homenagem está aqui, de forma impressa. Para mim, ficam as palavras serenas, o ombro amigo, sempre disposto a trocar uma conversa, passar a experiência dele. Eu só desejo muito sucesso às demais etapas, como o magistério e o amor que dividimos pelo Processo Civil, ” declarou Koehler.
Já a diretora do Foro da JFPE, juíza federal Amanda Torres de Lucena, expôs a admiração pelo magistrado e pontuou sua atuação para a preservação da memória institucional da JFPE. ” Doutor Ubiratan é e sempre foi referência de integridade, dedicação, esmero, cordialidade, simpatia e simplicidade. Professor não apenas na universidade, mas também aqui na Justiça. Um homem de valores religiosos, firmes, encantador, como exemplo a ser seguido, destacou.
Representando a Comissão de Memória da JFPE, o juiz federal Frederico José Pinto de Azevedo também declarou apreço, não apenas pelo magistrado, como também pelo amigo de longa data. “Desde a sua entrada na Justiça Federal, Ubiratan entendia que a memória da instituição devia ser preservada. Já que nós somos o rio que passa e o tempo é o mar. Desde o começo, defendia nossa biblioteca, seus livros e seu espaço, não só para homenagear o Juiz Federal Petrônio Maranhão, que dá o nome ao local, e pessoa muito querida no início da carreira, mas pelo respeito que possui aos livros (em papel), por estabelecer o elo entre as gerações”.
O evento contou ainda com o depoimento dos desembargadores do TRF5, Manoel Erhardt, Edvaldo Batista e do servidor diretor da 9ª Vara, Fábio Koury.
Após as homenagens, o magistrado aposentado agradeceu pela iniciativa da Revista Jurídica “Não sei se existe honra maior para um professor do que um trabalho escrito em sua homenagem”, e realizou uma retrospectiva da sua jornada, relembrando os estudos, a vida acadêmica e sua chegada à magistratura federal. “Me despeço com gratidão a Deus pela permissão do exercício da magistratura. Projeto tardio, após incentivo de professores do mestrado, e arrazoado da minha esposa, depois do nascimento dos nossos filhos”, considerou.