A campanha Maio Furta-Cor é a maior articulação brasileira dedicada à saúde mental materna que tem como objetivo tirar o sofrimento psíquico materno da invisibilidade e transformá-lo em pauta de cuidado, de política e de prioridade coletiva.
Em alusão à campanha, o Comitê de Qualidade de Vida da Justiça Federal em Pernambuco (JFPE) promoveu, na quarta-feira (13/05), uma palestra com o tema “Saúde Mental Materna”. O encontro foi ministrado pela psicóloga obstétrica Ralliny Soares CRP 02/16978 e contou com a participação da juíza federal e coordenadora do Comitê de Qualidade de Vida, Thalynni Lavor, além de servidoras e servidores da JFPE.
Para a magistrada, a campanha é importante pois amplia a visibilidade da saúde mental materna. “É importante que a temática vire uma pauta pública a nível nacional. Quando o bebê nasce, as atenções se voltam para o bebê, e a mãe, muitas vezes, fica em um estado de adoecimento psíquico. Então é preciso que esse tema ocupe cada vez mais espaços”, destacou. Durante a conversa, a psicóloga Ralliny Soares abordou a necessidade de prevenir adoecimentos emocionais como ansiedade e depressão pós-parto, além de fortalecer vínculos mais saudáveis entre mãe, bebê e família. Para a profissional, “Saúde mental materna não é só responsabilidade da família e da rede de apoio, mas das repartições públicas, da sociedade como um todo”, afirmou.
No encerramento, a juíza federal e coordenadora do Comitê de Qualidade de Vida da JFPE, Thalynni Lavor, fez a leitura do livro “O coração da mamãe é furta-cor”, das escritoras Érica Comelli e Nicole Amorim. A temática traz, com uma linguagem infantil, a importância de ensinar sobre as emoções e os sentimentos das mães para as crianças, entendendo que isso também é uma forma de desenvolver cuidado, empatia e acolhimento.
Mais informações sobre a ong podem ser consultadas no perfil no instagram @maiofurtacor, ou no site www.maiofurtacor.org
“ Se importe também com as mães, apoie esse movimento”.