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Novos magistrados da 5ª Região participam de capacitação sobre IA aplicada à análise de provas judiciais
Últimas atualizações: 09/03/2026 às 14:40
Mostra homem em pé e pessoas sentadas na frente de computadores

Juízes federais em formação inicial participaram, na tarde da última quarta-feira (04/03), de capacitação sobre inteligência artificial (IA) aplicada à análise de provas judiciais. A instrução foi ministrada pelo Juiz Federal Luiz Bispo, da 25ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco, em aula que combinou teoria, demonstrações ao vivo e laboratório prático individual, seguindo a Resolução nº 615/2025 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

“O curso foi além do uso cotidiano das ferramentas de IA. O objetivo foi ensinar os novos magistrados a programar o raciocínio da IA, não apenas consultá-la. Isso significa definir qual expertise o modelo deve adotar, quais materiais deve analisar, que metodologia deve seguir e, sobretudo, o que ele jamais pode fazer — como inventar citações, presumir fatos não provados ou harmonizar artificialmente contradições entre provas”, explicou o instrutor desse módulo, magistrado Luiz Bispo. 

Os temas trabalhados refletiram a realidade diária das varas federais: benefícios previdenciários por incapacidade, pensão por morte, aposentadoria rural de segurado especial e benefício assistencial (BPC/LOAS). “Para cada tipo de caso, a IA pode ser instruída a cruzar sistematicamente as provas dos autos — vídeos de audiências, laudos médicos, documentos de renda, extratos do CNIS — e produzir um relatório estruturado que ampara a fundamentação da sentença”, fala o instrutor. 

O curso abordou ainda aspectos práticos que fazem diferença no dia a dia: como analisar vídeos de audiências diretamente no Gemini, como extrair transcrições automáticas do Microsoft Teams e de outras plataformas, como tratar arquivos grandes para que a IA consiga processá-los, e como transformar a análise probatória gerada pela IA no ponto de partida para a redação de uma minuta de decisão.

“Por se tratar de formação inicial, o impacto da capacitação tende a ser duradouro: esses magistrados levarão esse repertório para as unidades judiciárias onde atuarão, incorporando desde o início da carreira uma prática qualificada e crítica no uso da inteligência artificial. Em um cenário em que a IA avança rapidamente nos tribunais, formar juízes que saibam não apenas usar, mas também questionar e aprimorar essas ferramentas, é o que garante que a tecnologia sirva à Justiça — e não o contrário”, finaliza o magistrado.



Por: Assessoria de Comunicação - JFPE

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